Boas práticas para a criação de um projeto hospitalar

Projeto hospitalar: imagem mostra um corredor de hospital.

Ao projetar uma construção, cada tipo de estabelecimento exige atenção à sua finalidade e características para que o trabalho seja adequado. No caso de um projeto hospitalar, é preciso ter cuidado para atender às diferentes normas aplicadas ao setor da saúde, além de garantir um design de interiores atrativo.

Afinal, os detalhes do projeto podem afetar a rotina dos profissionais de saúde e o bem-estar dos pacientes. No entanto, diante das especificidades que um hospital possui em comparação a outros projetos mais tradicionais, como comércios e escritórios, vale a pena conferir algumas boas práticas que devem ser observadas.

Quer saber mais sobre o tema? Então continue a leitura para conferir as principais dicas sobre como criar um projeto hospitalar de alta qualidade. Confira!

Como os materiais escolhidos impactam um projeto hospitalar?

Ao pensar no projeto, é comum pensar em trazer modernidade, cores sóbrias e alinhadas ao setor da saúde. Contudo, um ponto fundamental dos projetos se refere aos materiais utilizados. Isso porque, além de influenciar no design, eles têm relação com a higiene dos espaços — característica essencial nos hospitais.

Eles precisam ser duráveis para evitar a necessidade de reformas, que geram mais custos, redução da capacidade de atendimento e outros problemas. Ademais, devem ser fáceis de limpar e precisam evitar o acúmulo de microorganismos. Dessa maneira, a escolha dos materiais afeta a rotina de cuidados no hospital.

Além disso, a decisão sobre os itens usados pode afetar questões como iluminação, acústica e temperatura. Já os pisos devem ser antiderrapantes e o projeto deve ter outros detalhes que priorizem a acessibilidade, tendo em vista que os pacientes podem apresentar diferentes limitações.

Quais são as boas práticas para criar um projeto de hospital?

Sabendo mais sobre a importância da escolha dos materiais, vale a pena conhecer algumas práticas relevantes para o desenvolvimento de todo o projeto. Inicialmente, vale ressaltar a necessidade de seguir normas da arquitetura hospitalar. Para tanto, o projeto deve observar a ergonomia de espaços, mobiliários e equipamentos.

Lembre-se de que o projeto é para um hospital, com pacientes que podem ter necessidades específicas, exigências diferenciadas de segurança e necessidade de proporcionar um ambiente adequado para o trabalho de médicos, enfermeiros e outros profissionais.

Existem alguns pontos de atenção que podem ajudar no desenvolvimento de um projeto mais adequado. Veja quais são:

Evite estruturas em materiais naturais

Os materiais naturais têm um grande alinhamento com a sustentabilidade, mas não são indicados para hospitais. O motivo para isso é que os itens naturais favorecem a proliferação de microorganismos, que podem ser responsáveis por contaminações, aumentando os riscos de infecções hospitalares.

Nesse caso, vale buscar materiais que sejam resultados de práticas sustentáveis, como reciclagem, para promover uma postura mais alinhada à preservação ambiental. Caso o cliente faça questão de itens naturais, deixe-os para os espaços onde não há contato com pacientes, nem riscos de contaminação.

Evite emendas e ranhuras nas estruturas

As emendas e ranhuras favorecem o acúmulo de microorganismos e sujeiras, então devem ser evitadas no projeto. É preciso considerar também a forma de aplicação dos materiais e os efeitos do tempo, buscando aqueles com menos riscos de sofrerem danos que resultem em rachaduras, por exemplo.

Assim, embora o uso de designs com aberturas, cortes e outras intervenções do tipo sejam atrativas em diversos tipos de projetos, quando se trata de ambientes hospitalares eles não são tão adequados.

Conte com produtos que facilitem a limpeza

Como você, os materiais devem ser de fácil limpeza para facilitar as rotinas de higienização no hospital e evitar criar ambientes favoráveis para a proliferação de microorganismos. Isso porque os gestores buscam formas de evitar as infecções hospitalares — que podem ser uma causa de alta mortalidade.

Portanto, os projetos devem ser desenvolvidos com isso em mente, escolhendo materiais de fácil limpeza e que possam ser esterilizados ou desinfetados na rotina. Ademais, sem esse cuidado, há riscos de escolher acabamentos que se deterioram com facilidade com o uso de produtos químicos, por exemplo, gerando insatisfação dos clientes devido à necessidade de reformas em pouco tempo.

Garanta uma boa iluminação e ventilação

A iluminação é um fator de bastante relevância no projeto de hospitais devido às particularidades desse ambiente. É bastante comum que as luzes precisem ficar acesas por longos períodos ou sem pausas em determinados espaços. Entretanto, isso pode afetar o ciclo do sono e o descanso dos pacientes e profissionais.
Nesse contexto, priorize um projeto que beneficie a luz natural ou busque um trabalho de iluminação de menor impacto para as pessoas — por exemplo, a iluminação difusa em tons quentes tende a ser menos prejudicial.

Quartos com camas para pacientes, janelas e outros aparelhos de projeto hospitalar.

Por outro lado, existem ambientes em que a luz branca e fria é essencial, como nos espaços de realização de procedimentos para garantir a melhor visualização de todos os detalhes pela equipe responsável pelo atendimento.

Outro fator relevante é a ventilação. Ela deve evitar a recirculação de ar para promover um ambiente mais protegido em relação às infecções. Ainda, é preciso pensar na climatização, para que a temperatura se mantenha confortável, evitando situações de estresse ou maior comprometimento da saúde dos pacientes.

Pense na circulação e na ergonomia

Homem idoso asiático em cama de hospital simbolizando o projeto hospitalar de construção.

Um projeto hospitalar deve ter especial atenção à circulação e à ergonomia. É preciso que as portas, corredores e espaços entre móveis permitam a passagem de macas, cadeiras de rodas e outros equipamentos com facilidade, considerando a rotina do hospital. As aberturas também são necessárias para maior conforto em situações de urgência, que exigem maior movimentação de profissionais em um local.

Já a ergonomia envolve dois fatores. O primeiro é o conforto dos profissionais, visando evitar riscos que podem ser gerados pelo próprio ambiente, quando possível fazer intervenções alinhadas ao projeto (como no caso do conforto termoacústico, iluminação e ventilação). Isso também vale para a escolha de mobílias.

O segundo se relaciona com os pacientes e seus acompanhantes, considerando os quartos, salas de espera e outros ambientes. As poltronas, macas, camas e sofás devem ser adequados para permitir que as pessoas passem períodos prolongados sem dores, úlceras de pressão e demais problemas que podem ser gerados por falta de ergonomia.

Projete um ambiente agradável

Além de todas as dicas, não se esqueça de que o ambiente deve ser agradável. O espaço deve ser confortável para beneficiar o trabalho de todos os profissionais do local. Em geral, eles trabalham em jornadas prolongadas de revezamento, tornando o bem-estar ainda mais relevante.

Ademais, é preciso que o ambiente seja confortável, acolhedor e atrativo para os pacientes e seus acompanhantes ou visitantes. Tenha em mente que muitos deles podem estar passando por momentos delicados, fazendo com que os espaços se tornem essenciais para ajudar a trazer aconchego, relaxamento, tranquilidade e outras sensações positivas.

Como você viu, ao criar um projeto hospitalar existe atenção a uma série de elementos, considerando questões como conforto, segurança e higiene. Nesse sentido, os materiais se tornam bastante relevantes — e você pode contar com a Santa Luzia. Com a linha Clinicus, você encontra rodapés feitos especialmente para a aplicação em hospitais, que promovem higiene, resistência e um design elegante.

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